FCO registra recorde de investimentos em Mato Grosso do Sul em 2025

Setor rural concentrou 75% dos financiamentos, superando distribuição média anterior

16/01/2026 às 10:41
Por: Redação

O Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) injetou 3,240 bilhões de reais em Mato Grosso do Sul em 2025, marcando um recorde histórico nos financiamentos do ano. A maior parte desses recursos foi destinada ao setor rural, que absorveu 75% do total, desbalanceando a tradicional divisão de 60% para o FCO Rural e 40% para a linha FCO Empresarial.

 

Inicialmente, a Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) havia destinado 2,7 bilhões de reais ao estado, mas o significativo aumento na demanda elevou esse valor para 3,2 bilhões de reais. Rogério Beretta, secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), destacou que as altas taxas de juros e as incertezas econômicas afastaram o empresariado dos financiamentos.

 

Prioridade para pequenos empreendedores

A maior parte dos recursos do FCO Rural foi aplicada em projetos de pequenos e médios empresários, que ficaram com 72% do volume, enquanto 28% foi para médios e grandes produtores. Beretta enfatizou a política do FCO de favorecer pequenos negócios: "A meta é aplicar no mínimo 50% em projetos de mini e pequenos empreendedores, e isso temos feito todos os anos." as actividades.


"O Estado tem buscado atrair investimentos em citricultura, entendendo que temos potencial para sermos um novo polo produtor nacional," afirmou Beretta.


A correção de solo (17,15%) e a recuperação de pastagens (13,68%) foram os principais destinos dos fundos, alinhando-se à meta estadual de carbono zero até 2030. Outros investimentos importantes incluíram matrizes bovinas (12,5%), irrigação (10,59%) e maquinário agrícola (9,65%).

 

Expansão e desenvolvimento regional

Todos os municípios de Mato Grosso do Sul foram beneficiados, com destaque para Bataguassu, Dourados e Paranaíba. Beretta ressaltou o caráter descentralizado dos investimentos, que impulsionam o desenvolvimento local. A Agraer teve papel crucial na elaboração de projetos para pequenos agricultores acessarem os financiamentos.


Beretta destacou a continuidade do apoio às áreas prioritárias como fruticultura e construção de armazéns.


Na linha FCO Empresarial, pequenos empresários receberam 52% do total liberado. Campo Grande recebeu 40% dos recursos, seguido por Dourados com 13%. Capital de giro, equipamentos e construção foram os principais focos. Para 2026, a Sudeco já estabeleceu um orçamento de 3,1 bilhões de reais para o estado, divididos igualmente entre FCO Rural e Empresarial, reforçando a força econômica em crescimento da região.

 

© Copyright 2025 - Portal Paranhos - Todos os direitos reservados